Ahh .. quanto tempo !!
nossa heim .. as aulas começam .. o tennis começa .... e eu fico sem tempo pra nada !! absolutamente nada !!
bom .. na escola .. ateh que a mudança de salas num foi tao ruim quanto eu imaginava .... na verdade foi ateh bom de certa forma .. dificil explicar nehh .... em pleno 3º ano de ensino médio ....
aa estou mais esportista do que nunca !! ual neh .. parece ateh milagre .. eu esportista .... tudo bem nehh ... mais agora .. ateh faço educação físicaa .... um uper avançoo ..
aa hoje .. foi um bom diaa .... com muitas historias pra contar ....
e agora de noite estou eu aqui ouvindo IHP ....
"Sei que vc vai entender que o nosso amor ñ foi em vão .... "
agora jah vou indoo !!
bjuSs
17.2.09
16.1.09
Hum .... férias acabandO .... a tudo bem .. as aulas soh voltam dia 04/02 ..
ee esse finzinho de ferias prometem !! uhuLl .. praiaa logo logO !!
aii num vejo a horaa .... de chega naquele sol .. mar .. gentee .... hum .. que delíciaa !!
aa e agoraa falando de escola .... tah rolando um boato de que vão misturar as salas .. aii ninguém merece misturar as salas em pleno 3º ano neh !! Num quero nem ver .. tomara que sejam apenas boatos mesmO !!
agora to indoo .. ver quando vou a praiaa !!
ee esse finzinho de ferias prometem !! uhuLl .. praiaa logo logO !!
aii num vejo a horaa .... de chega naquele sol .. mar .. gentee .... hum .. que delíciaa !!
aa e agoraa falando de escola .... tah rolando um boato de que vão misturar as salas .. aii ninguém merece misturar as salas em pleno 3º ano neh !! Num quero nem ver .. tomara que sejam apenas boatos mesmO !!
agora to indoo .. ver quando vou a praiaa !!
7.1.09
Hum .... 1º post de 2009 ....
ee posso fala .... esse ano prometee .... vai ser maxter bom !! 3º ano do ensino mediO .... ee a vida inteira imaginei como seria super estar com 17 aninhos (tudo bem .. ainda tenho 16 .. mas estou quase lá ....) terminando o colégiO indo pra uma facuL .... tudo bem que a vida toda de colégiO se espera pelo ultimo ano .... e o mais incrivel é que quando se está nele .. parece que passa um filme enorme de toda a sua vida e bate aquela saudade de tudo .. de todos .. dos momentos .. enfim .... e da aquela vontade de fazer TUDO valer a pena como que se fosse por toda a vida ....
bom ....
agora estou indO
bjuSs
ee posso fala .... esse ano prometee .... vai ser maxter bom !! 3º ano do ensino mediO .... ee a vida inteira imaginei como seria super estar com 17 aninhos (tudo bem .. ainda tenho 16 .. mas estou quase lá ....) terminando o colégiO indo pra uma facuL .... tudo bem que a vida toda de colégiO se espera pelo ultimo ano .... e o mais incrivel é que quando se está nele .. parece que passa um filme enorme de toda a sua vida e bate aquela saudade de tudo .. de todos .. dos momentos .. enfim .... e da aquela vontade de fazer TUDO valer a pena como que se fosse por toda a vida ....
bom ....
agora estou indO
bjuSs
22.12.08
19.12.08
A gente se acostuma
" Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.
A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.
A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma."
Marina Colassanti
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.
A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.
A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma."
Marina Colassanti
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